Inteligencia artificial – uniquetechmz https://uniquetechmz.online UNIQUETECHMZ é um portal de tecnologia dedicado a informar, educar e inspirar os seus leitores através de conteúdos sobre inovação, inteligência artificial, smartphones, computadores, software, cibersegurança, internet e transformação digital. O nosso objetivo é aproximar a tecnologia do dia a dia, oferecendo notícias atualizadas, análises, tutoriais e dicas práticas para utilizadores, profissionais e empresas que pretendem acompanhar a evolução do mundo digital. Wed, 21 Oct 2026 22:02:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://uniquetechmz.online/wp-content/uploads/2026/08/cropped-gpt-image-2_create_a_modern_logo_for_the_website_UNIQUETECH_featuring_a_stylized_letter_U_or-0-32x32.jpg Inteligencia artificial – uniquetechmz https://uniquetechmz.online 32 32 Inteligência artificial pode modernizar a produção industrial https://uniquetechmz.online/inteligencia-artificial-pode-modernizar-a-producao-industrial/ https://uniquetechmz.online/inteligencia-artificial-pode-modernizar-a-producao-industrial/#respond Wed, 21 Oct 2026 22:02:34 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=186 Da manutenção preditiva ao controlo de qualidade, a IA promete tornar as fábricas mais eficientes, flexíveis e sustentáveis.

A inteligência artificial (IA) está a ganhar espaço no chão de fábrica e tem potencial para transformar a forma como os produtos são concebidos, fabricados e entregues. À medida que as empresas procuram reduzir custos, diminuir desperdício e responder com maior rapidez às exigências do mercado, as soluções baseadas em dados e algoritmos inteligentes começam a deixar de ser uma experiência e a tornar-se uma necessidade estratégica.

Menos paragens, mais produtividade

Uma das aplicações mais promissoras é a manutenção preditiva. Através de sensores instalados nas máquinas, os sistemas de IA analisam continuamente vibrações, temperaturas e consumos de energia, identificando padrões que antecedem uma avaria. Em vez de esperar que o equipamento falhe ou de seguir apenas calendários fixos de revisão, as equipas podem intervir no momento certo, evitando paragens não planeadas, que são das mais dispendiosas para qualquer unidade fabril.

Qualidade verificada em tempo real

A visão computacional permite inspecionar peças em linha de produção a um ritmo e com uma consistência difíceis de igualar por olho humano. Câmaras e algoritmos detetam defeitos, riscos ou desvios mínimos de forma imediata, o que reduz o número de produtos rejeitados e limita o desperdício de matérias-primas. Os operadores deixam de se concentrar em tarefas repetitivas e passam a supervisionar o processo e a tomar decisões de maior valor.

A tecnologia não substitui o conhecimento de quem trabalha na fábrica: amplia-o, dando-lhe mais informação e mais tempo para decidir bem.

Gémeos digitais e planeamento inteligente

Outra tendência em crescimento é a utilização de gémeos digitais, réplicas virtuais de máquinas, linhas ou até fábricas inteiras. Estes modelos permitem simular alterações antes de as aplicar na realidade, testar novos fluxos de produção e antecipar gargalos. Em conjunto com a IA, ajudam também a otimizar o planeamento, ajustando encomendas, stocks e consumos energéticos de acordo com a procura e com as condições da cadeia de abastecimento.

Principais benefícios apontados

  • Eficiência: processos otimizados e menos tempo de paragem.
  • Qualidade: deteção precoce de falhas e menor taxa de defeitos.
  • Sustentabilidade: menor desperdício de materiais e melhor gestão de energia.
  • Segurança: monitorização de zonas de risco e apoio na prevenção de acidentes.
  • Flexibilidade: maior capacidade de adaptação a séries pequenas e personalizadas.

Desafios a ter em conta

A adoção da IA na indústria não está isenta de obstáculos. A qualidade e a integração dos dados continuam a ser um ponto crítico, sobretudo em fábricas com equipamentos de gerações diferentes. A cibersegurança, a necessidade de investimento inicial e a falta de profissionais com competências digitais são outros fatores que podem travar o processo, em especial nas pequenas e médias empresas.

Por isso, os especialistas recomendam uma abordagem gradual: começar por projetos-piloto com objetivos claros, medir resultados e escalar apenas o que demonstrar valor. A formação dos trabalhadores e o envolvimento das equipas desde o início são igualmente apontados como fatores decisivos para o sucesso.

Um futuro mais inteligente

Tudo indica que a modernização industrial passará, cada vez mais, pela combinação entre pessoas, máquinas e algoritmos. As empresas que investirem de forma ponderada em dados, competências e tecnologia poderão ganhar vantagem competitiva, produzindo mais e melhor, com menor impacto ambiental. A inteligência artificial não é uma solução mágica, mas pode ser uma poderosa aliada na construção da fábrica do futuro.

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Samsung e SK Hynix avançam no desenvolvimento de chips de memória https://uniquetechmz.online/samsung-e-sk-hynix-avancam-no-desenvolvimento-de-chips-de-memoria/ https://uniquetechmz.online/samsung-e-sk-hynix-avancam-no-desenvolvimento-de-chips-de-memoria/#respond Wed, 21 Oct 2026 21:57:52 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=184 As duas gigantes sul-coreanas apresentaram no SEDEX 2026, em Seul, as próximas gerações de memória para inteligência artificial, da HBM4 à HBM4E, passando por novas arquiteturas de empilhamento.

A Samsung Electronics e a SK Hynix, os dois maiores fabricantes mundiais de memória, mostraram os seus avanços mais recentes no SEDEX 2026, a principal feira de semicondutores da Coreia do Sul, que decorreu em Seul entre 14 e 16 de outubro. O certame reuniu cerca de 300 empresas em 888 espaços de exposição.

No primeiro dia, o diretor de tecnologia da Samsung, Song Jae-hyuk, e o responsável pelo desenvolvimento da SK Hynix, Ahn Hyun, percorreram vários pavilhões acompanhados pelo deputado Lee Jun-seok e por representantes do setor.

Em resumo

  • A SK Hynix destacou a memória HBM4 concebida para a plataforma Vera Rubin, da Nvidia.
  • A empresa apresentou ainda a High Bandwidth Flash, que empilha chips de memória NAND para aumentar a capacidade de armazenamento.
  • A Samsung mostrou a tecnologia zHBM, que coloca a memória sobre o processador gráfico em vez de ao lado.
  • A Samsung exibiu também a HBM4E e confirmou estar a desenvolver DRAM 4F².

SK Hynix aposta na parceria com a Nvidia

A SK Hynix deu particular destaque à colaboração com a Nvidia, expondo a sua memória HBM4 pensada para a próxima plataforma de IA da fabricante de processadores gráficos, a Vera Rubin. Num dos momentos da visita, Song Jae-hyuk observou um módulo HBM autografado pelo presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang.

A empresa apresentou também a High Bandwidth Flash, uma nova tecnologia que empilha chips de memória flash NAND para oferecer uma capacidade de armazenamento muito superior, procurando responder à procura crescente de memória nos sistemas de inteligência artificial.

Samsung mostra memória sobre o processador gráfico

Do lado da Samsung, a novidade foi a zHBM, uma arquitetura que posiciona a memória por cima do processador gráfico, e não lateralmente como acontece atualmente. A empresa espera que este desenho melhore o desempenho e a eficiência energética. Foram ainda exibidas a memória HBM4E, de geração seguinte, e tecnologias avançadas de fabrico de chips.

No final da visita, Song Jae-hyuk confirmou que a Samsung está a desenvolver DRAM 4F², uma técnica que reduz o espaço ocupado por cada célula de memória, permitindo integrar mais capacidade numa área menor. A chinesa CXMT trabalha igualmente nesta tecnologia.

Uma corrida que se foi equilibrando

A SK Hynix lidera há algum tempo o mercado de memória de elevada largura de banda (HBM), essencial para os aceleradores de IA, mas a Samsung tem vindo a recuperar terreno. Segundo a TrendForce, a receita da Samsung com HBM4 deveria superar os 1,2 mil milhões de dólares até ao fim de junho, apoiada na utilização de um processo de 4 nanómetros no chip base. Na altura, a mesma publicação indicava que a SK Hynix estava a abrandar o ritmo de produção de HBM4, dando mais atenção à DRAM convencional, onde os preços eram mais favoráveis, com volumes significativos previstos para o terceiro trimestre.

A procura de memória continua a sustentar os resultados do setor. As exportações sul-coreanas de semicondutores atingiram um recorde de 46,7 mil milhões de dólares em agosto, mais 209% do que um ano antes. Os investidores acompanham agora a divulgação dos resultados da SK Hynix, marcada para 27 de outubro.

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Incidentes com inteligência artificial multiplicam-se nas empresas indianas e a preparação fica para trás https://uniquetechmz.online/incidentes-com-inteligencia-artificial-multiplicam-se-nas-empresas-indianas-e-a-preparacao-fica-para-tras/ https://uniquetechmz.online/incidentes-com-inteligencia-artificial-multiplicam-se-nas-empresas-indianas-e-a-preparacao-fica-para-tras/#respond Fri, 16 Oct 2026 10:58:35 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=173 Estudos divulgados em 2026 e casos de grande repercussão mostram que a adoção de IA avança mais depressa do que a capacidade de a proteger e de reagir quando algo corre mal.

As empresas da Índia estão a integrar assistentes e agentes autónomos de IA nas suas operações a um ritmo que lidera a nível mundial, mas os incidentes já não são exceção. Segundo o estudo de 2026 da Proofpoint sobre IA e risco humano, 63% das organizações indianas já enfrentaram incidentes de segurança relacionados com IA.

94%das organizações com assistentes de IA para lá da fase piloto

88%a testar ou a implementar agentes autónomos

63%já sofreram incidentes de segurança ligados a IA

49%nunca realizaram um exercício de resposta a incidentes de IA

Adoção rápida, visibilidade limitada

O estudo da Proofpoint aponta lacunas persistentes: 57% das organizações indianas referem falta de visibilidade sobre a atividade de IA e dos agentes, 50% apontam deficiências de formação e 41% falta de alinhamento de governação entre equipas. Além disso, 26% não estão totalmente confiantes de que os seus controlos detetariam um sistema de IA comprometido. O correio eletrónico continua a ser o vetor de ameaça mais comum, afetando 70% das organizações.

Quase metade nunca treinou a resposta

O relatório de 2026 da ISACA sobre o estado da cibersegurança, noticiado em setembro, indica que apenas 21% das organizações na Índia realizam regularmente exercícios específicos de resposta a ameaças com IA. Cerca de metade (49%) nunca fez qualquer exercício deste tipo, e mais de um terço não tem planos de resposta específicos para incidentes de IA. O inquérito reuniu mais de 1800 profissionais a nível global, dos quais 147 na Índia.

Um estudo anterior da consultora Alvarez & Marsal, divulgado em dezembro de 2025, já apontava na mesma direção: menos de 30% das empresas inquiridas realizam testes de intrusão ou exercícios de red teaming aos seus sistemas de IA, e apenas 19% têm salvaguardas para detetar envenenamento de dados durante o treino de modelos.

Casos concretos ao longo do ano

Os números têm correspondência em episódios que marcaram a imprensa indiana em 2026:

  • Fevereiro: numa startup indiana, um programador foi despedido depois de código gerado por uma ferramenta de IA ter provocado uma falha grave num sistema em produção, segundo relatos da imprensa.
  • Abril: um agente de programação com IA apagou em segundos a base de dados de produção de uma empresa e as respetivas cópias de segurança, caso noticiado por meios como a India Today e a CNBC TV18.
  • Abril: o Times of India noticiou que o sistema automático de aplicação de políticas de um serviço de IA suspendeu contas de uma empresa de tecnologia financeira sem justificação clara, perturbando a sua operação. As contas acabaram por ser repostas.

Reação das autoridades

A equipa nacional de resposta a emergências informáticas, a CERT-In, publicou um plano de orientações para reduzir a exposição a vulnerabilidades e explorações assistidas por IA. Entre as recomendações estão a criação de estruturas formais de governação para a adoção de IA, a monitorização de «IA paralela» (ferramentas usadas sem aprovação da empresa), a manutenção de inventários de sistemas e integrações de IA e a realização contínua de auditorias de cibersegurança.

Investigadores do Centro para a IA Responsável do IIT Madras defendem também um quadro nacional de reporte de incidentes de IA, com definições próprias para incidentes, riscos e danos, notando que, ao contrário do que sucede na cibersegurança tradicional, não existe ainda uma entidade equivalente à CERT-In para estes casos.

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China propõe novas restrições à exportação de tecnologias de inteligência artificial https://uniquetechmz.online/china-propoe-novas-restricoes-a-exportacao-de-tecnologias-de-inteligencia-artificial/ https://uniquetechmz.online/china-propoe-novas-restricoes-a-exportacao-de-tecnologias-de-inteligencia-artificial/#respond Fri, 16 Oct 2026 10:53:01 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=171 Projeto de lista abrange 40 tecnologias, incluindo pesos de modelos, agentes inteligentes e clusters de computação. Consulta pública decorre até 15 de novembro.

A China divulgou esta sexta-feira um projeto de plano que prevê novas restrições à exportação de tecnologias consideradas estratégicas, com a inteligência artificial (IA) a ocupar o lugar central. O documento foi emitido em conjunto pelo Ministério do Comércio e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e entra de imediato em consulta pública.

Em resumo

  • Estão em causa 40 tecnologias, das quais 23 são da área da IA.
  • Catorze tecnologias seriam alvo de proibição total de exportação; outras 26 ficariam sujeitas a restrições.
  • A consulta pública dura cerca de um mês, com contributos aceites até 15 de novembro.
  • Já vigora um regime provisório de registo prévio à exportação para as tecnologias visadas.

O que está na lista

Entre as tecnologias que poderão ser proibidas de sair do país constam a IA usada para gerar e mutar código malicioso, determinadas plataformas de terapia celular e génica e a tecnologia de produção de certos módulos de células solares. Outras 26 tecnologias dos mesmos três setores — IA, biotecnologia e energia solar fotovoltaica — passariam a estar sujeitas a restrições adicionais.

Segundo a imprensa internacional, nos itens de IA incluem-se os pesos de modelos, os agentes inteligentes e os clusters de computação. Na prática, empresas que vendam, licenciem ou implementem modelos avançados no estrangeiro poderão ter de cumprir novos procedimentos de registo e autorização, ou ficar impedidas de o fazer.

A justificação de Pequim

O Ministério do Comércio afirma que as medidas visam garantir que a IA permanece segura e controlável, prevenir utilizações abusivas e maliciosas, assegurar que a tecnologia continua sob controlo humano e contribuir para a governação internacional da IA.

Um caminho que já se adivinhava

A proposta surge depois de meses de sinais nesse sentido. Em julho, a Reuters noticiou que as autoridades chinesas tinham conversado com grandes tecnológicas, como a Alibaba, a ByteDance e a Z.ai, sobre a possibilidade de limitar o acesso estrangeiro aos modelos mais avançados do país, incluindo modelos ainda não lançados. Também o Financial Times referiu que Pequim ponderava restrições ligadas a dados de treino e a aquisições estrangeiras de empresas tecnológicas estratégicas.

Em abril, Pequim já tinha ordenado a reversão da compra da start-up Manus por uma empresa estrangeira, por entender que violava regras de investimento e de exportação de tecnologia, apesar de a sede ter sido transferida para Singapura. Foi igualmente discutida a hipótese de tratar a fuga ou o roubo de tecnologia de IA proprietária como crime contra a segurança nacional.

O que se segue

O texto ainda não é definitivo: as regras só entrarão em vigor depois de concluída a consulta pública e de uma eventual revisão. Analistas sublinham que a medida reforça a tendência de ambas as superpotências tratarem a IA como ativo estratégico, com possíveis consequências para a indústria global, para investidores e para países, como os europeus, que dependem de acesso a modelos de ambos os lados.

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Samsung prevê resultados históricos impulsionados pela inteligência artificial https://uniquetechmz.online/samsung-preve-resultados-historicos-impulsionados-pela-inteligencia-artificial/ https://uniquetechmz.online/samsung-preve-resultados-historicos-impulsionados-pela-inteligencia-artificial/#respond Sat, 10 Oct 2026 11:46:08 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=160 A Samsung Electronics prevê fechar o terceiro trimestre de 2026 com um lucro operacional de cerca de 107,4 biliões de wones (aproximadamente 80 mil milhões de dólares), o valor mais alto alguma vez registado pela empresa. A estimativa preliminar foi divulgada na quinta-feira, 8 de outubro, e assenta numa receita de cerca de 195 biliões de wones.

Se os números se confirmarem, a Samsung será a primeira empresa sul-coreana a ultrapassar a barreira dos 100 biliões de wones de lucro operacional num só trimestre. Será também o quarto trimestre consecutivo de recorde, depois dos 89,49 biliões registados no segundo trimestre.

107,4 biliões ₩Lucro operacional previsto (≈ 80 mil M$)

+782%Face ao 3.º trimestre de 2025

≈ 55%Margem operacional estimada

4Trimestres consecutivos de recorde

A inteligência artificial como motor

O salto é explicado sobretudo pela corrida global à construção de infraestruturas de IA. A expansão dos centros de dados fez disparar a procura de memória DRAM, de armazenamento NAND e, em particular, de memória de alta largura de banda (HBM), essencial para os aceleradores usados no treino e na execução de modelos de IA. A procura tem superado a capacidade de produção, o que mantém a oferta apertada e os preços elevados.

A Samsung já fornece memória HBM4 a grandes clientes do setor e, segundo notícias do setor, terá obtido a aprovação de qualidade da Nvidia para a HBM4E. Analistas estimam que o volume de HBM fornecido no trimestre possa ter crescido perto de 50% face ao trimestre anterior.

Comparação com períodos anteriores

Indicador3.º trim. 20252.º trim. 20263.º trim. 2026 (prev.)
Receita (biliões de ₩)86,06171,5≈ 195
Lucro operacional (biliões de ₩)12,1789,49≈ 107,4

Nos primeiros nove meses do ano, o lucro operacional acumulado ronda os 254 biliões de wones, bem acima dos cerca de 44 biliões de todo o ano de 2025. O mercado antecipa que o quarto trimestre se mantenha acima dos 100 biliões, o que colocaria o total anual em torno dos 350 a 375 biliões de wones, consoante as estimativas.

Reação cautelosa dos mercados

Apesar dos números recordes, as ações da Samsung fecharam a sessão a descer cerca de 2,4%, para 262 000 wones, em Seul, depois de terem mais do que duplicado desde o início do ano. A receita ficou abaixo da previsão média dos analistas, que apontava para cerca de 207 biliões de wones, e alguns operadores esperavam um lucro ainda mais elevado. Um analista citado pela imprensa financeira resumiu que um resultado recorde já não chega para surpreender o mercado.

As atenções estão agora na sustentabilidade do ciclo. A TrendForce estima que os preços de contrato da DRAM convencional subam entre 10% e 15% no quarto trimestre, um ritmo bastante inferior ao de cerca de 60% registado no segundo. A valorização de cerca de 14% do won face ao dólar no trimestre também reduz o valor, em wones, das receitas obtidas no estrangeiro.

Nem tudo a crescer

O desempenho contrasta com o de outras áreas. A divisão responsável por produtos finais, incluindo os telemóveis Galaxy, deverá registar prejuízo operacional pelo segundo trimestre consecutivo. Também as unidades de fundição (Samsung Foundry) e de semicondutores de sistema (System LSI) continuam deficitárias, com perdas estimadas em cerca de 1,5 biliões de wones.

O que se segue

Os números divulgados são preliminares. A Samsung publicará os resultados completos, com o detalhe por divisão, no final de outubro. Os analistas acreditam que a escassez de memória possa prolongar-se até 2027, o que sustenta as projeções de lucros ainda mais altos no próximo ano.

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União Europeia reforça a fiscalização da inteligência artificial https://uniquetechmz.online/uniao-europeia-reforca-a-fiscalizacao-da-inteligencia-artificial/ https://uniquetechmz.online/uniao-europeia-reforca-a-fiscalizacao-da-inteligencia-artificial/#respond Sat, 10 Oct 2026 11:42:26 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=158 A União Europeia entrou numa nova fase na regulação da inteligência artificial (IA). Desde 2 de agosto, a Comissão Europeia, através do Gabinete Europeu para a IA, dispõe de poderes formais de investigação e de sanção sobre os fornecedores de modelos de IA de finalidade geral, ao abrigo do Regulamento da IA.

Até esta data, o Gabinete limitava-se a receber informação das empresas e a promover os chamados «diálogos técnicos de conformidade». Estes diálogos mantêm-se como o primeiro instrumento de avaliação, mas, quando não forem suficientes, Bruxelas pode agora recorrer a medidas formais.

O que pode fazer o Gabinete Europeu para a IA

  • Solicitar informação e documentação aos fornecedores;
  • Realizar avaliações dos modelos e exigir acesso aos mesmos;
  • Impor medidas corretivas e, em última instância, retirar modelos do mercado da UE;
  • Aplicar coimas até 3% do volume de negócios anual mundial.

Um ponto único de fiscalização

Ao contrário do que sucede com a maioria das obrigações do regulamento, fiscalizadas pelas autoridades nacionais de vigilância do mercado, a supervisão dos modelos de finalidade geral cabe exclusivamente à Comissão. Isto dá à UE um ponto central de aplicação das regras, com alcance também sobre empresas sediadas fora do território europeu que ofereçam os seus modelos no mercado do bloco.

Mais de 180 organizações, entre as quais a Anthropic, a Google, a IBM, a Mistral, a OpenAI e a Microsoft, aderiram ao Código de Conduta voluntário para estes modelos. Quem não o subscreve não fica isento de fiscalização ou de coimas, mas perde o eventual atenuante que a adesão pode representar no cálculo de uma sanção.

Dúvidas sobre os recursos

A capacidade do Gabinete para exercer estes poderes é uma das principais preocupações. Analistas e eurodeputados apontam que a estrutura continua pequena face ao mandato, em particular no que toca a avaliadores técnicos qualificados. Há notícias de que o organismo estará a contratar dezenas de novos profissionais para a área da fiscalização. Também a Comissão sublinhou que a eficácia do regime depende de os Estados-Membros designarem e dotarem de meios adequados as suas autoridades nacionais.

Até ao momento, e segundo a imprensa especializada, não foram divulgadas coimas. Os próximos meses são vistos como uma «janela de credibilidade»: as primeiras ações visíveis do Gabinete deverão definir o nível de exigência que os fornecedores devem esperar.

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Microsoft aposta em PCs com inteligência artificial local https://uniquetechmz.online/microsoft-aposta-em-pcs-com-inteligencia-artificial-local/ https://uniquetechmz.online/microsoft-aposta-em-pcs-com-inteligencia-artificial-local/#respond Wed, 07 Oct 2026 21:38:41 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=155 A Microsoft está a apostar numa nova geração de computadores pessoais capazes de executar funcionalidades de inteligência artificial diretamente no próprio equipamento, sem recorrer permanentemente à nuvem. A estratégia assenta nos chamados Copilot+ PC, máquinas equipadas com uma unidade de processamento neuronal (NPU) dedicada a tarefas de IA.

Ao contrário dos serviços tradicionais, que enviam os pedidos para servidores remotos, o processamento local permite que muitas funções sejam executadas no portátil ou no computador de secretária. Para a empresa, trata-se de uma mudança de fundo na forma como o Windows será usado nos próximos anos.

O que muda para o utilizador

A principal vantagem apontada é a rapidez: como os dados não precisam de viajar até um servidor e voltar, as respostas tendem a ser mais imediatas. Outra mais-valia é a possibilidade de utilizar certas ferramentas sem ligação à internet, algo relevante em viagens ou em locais com cobertura instável.

Entre as funcionalidades associadas a esta categoria de equipamentos estão a legendagem em tempo real de áudio e vídeo, a tradução, ferramentas de criação de imagens em aplicações como o Paint e a pesquisa assistida por IA no próprio sistema. A Microsoft tem também desenvolvido modelos de linguagem de pequena dimensão, pensados para correr em hardware local.

Em resumo

  • A IA passa a ser processada no próprio PC, através de uma NPU.
  • Menor latência e funcionamento possível sem ligação à internet.
  • Maior controlo sobre os dados, que não saem necessariamente do dispositivo.
  • Vários fabricantes de portáteis e de processadores aderem à plataforma.

Privacidade e segurança em foco

A questão da privacidade tem sido central no debate. Manter os dados no dispositivo reduz a exposição a terceiros, mas também levanta dúvidas sobre o tipo de informação que o sistema guarda e analisa localmente. Funcionalidades que registam a atividade do utilizador para facilitar pesquisas motivaram críticas de especialistas em segurança, o que levou a Microsoft a reforçar os controlos, tornando algumas delas opcionais e protegidas por autenticação.

Um mercado em transformação

A aposta não é isolada. Fabricantes de processadores como a Qualcomm, a Intel e a AMD têm lançado chips com NPU cada vez mais potentes, e outras empresas do setor seguem caminhos semelhantes. Os analistas consideram que a IA local poderá tornar-se um critério de compra relevante, à semelhança do que aconteceu com a autonomia da bateria ou a qualidade do ecrã.

Ainda assim, o sucesso da estratégia dependerá de factores como o preço dos equipamentos, a compatibilidade das aplicações e, sobretudo, da perceção de utilidade real por parte dos consumidores e das empresas. Para já, a Microsoft mantém o discurso de que o futuro do computador pessoal passa por uma IA que trabalha ao lado do utilizador, e não apenas na nuvem.

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Moçambique partilha experiência em regulação responsável da inteligência artificial no Fórum Lusófono https://uniquetechmz.online/mocambique-partilha-experiencia-em-regulacao-responsavel-da-inteligencia-artificial-no-forum-lusofono/ https://uniquetechmz.online/mocambique-partilha-experiencia-em-regulacao-responsavel-da-inteligencia-artificial-no-forum-lusofono/#respond Wed, 30 Sep 2026 21:17:10 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=122 Moçambique esteve presente, nos dias 23 e 24 de setembro, no Fórum Lusófono da Governação da Internet, que decorreu em Luanda, Angola, onde partilhou a sua experiência no domínio da regulação da inteligência artificial (IA) com outros países de língua portuguesa.

O país fez-se representar por Lourino Chemane, que integrou o segundo painel do encontro, subordinado ao tema «Da Ética à Implementação: Sandboxes Regulatórias para uma Governação Responsável da Inteligência Artificial no Espaço Lusófono».

Testar antes de regular

A discussão pôs em evidência as «sandboxes» regulatórias, instrumentos que permitem testar, de forma controlada, soluções e modelos de regulação aplicáveis à IA. Na prática, os países podem avaliar riscos, identificar desafios e ajustar as respostas regulatórias à sua realidade jurídica, institucional e setorial antes de as generalizarem.

Um tema que não é novo para Moçambique

A participação em Luanda surge num momento em que a IA está na agenda moçambicana. Lourino Chemane, que preside ao Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), foi também um dos especialistas de Angola, Moçambique e Portugal convidados para um webinar, a 10 de setembro, sobre proteção de dados pessoais, IA e confiança digital nos países lusófonos.

Na edição anterior do Fórum, realizada em Maputo em setembro de 2025, os participantes já tinham apontado a falta de instrumentos linguísticos robustos para as variedades africanas do português e para as línguas locais moçambicanas como um obstáculo ao desenvolvimento de ferramentas de IA, criando um défice de integração nas tecnologias emergentes.

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IA faz disparar a procura mundial por chips de memória https://uniquetechmz.online/ia-faz-disparar-a-procura-mundial-por-chips-de-memoria/ https://uniquetechmz.online/ia-faz-disparar-a-procura-mundial-por-chips-de-memoria/#respond Mon, 28 Sep 2026 10:28:48 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=116 Os centros de dados dedicados à inteligência artificial absorvem uma fatia cada vez maior da produção de memória. O resultado é escassez, preços em máximos e equipamentos mais caros para consumidores e empresas.

A corrida à inteligência artificial (IA) está a redesenhar o mercado mundial de semicondutores, e a memória é hoje um dos pontos mais apertados da cadeia. Em setembro de 2026, o setor atravessa uma escassez que dura há vários trimestres, alimentada sobretudo pela procura de memória de alta largura de banda (HBM), o tipo de memória empilhada que equipa os aceleradores de IA.

Uma fatia cada vez maior para os centros de dados

Segundo a Bloomberg Intelligence, os centros de dados já representavam cerca de metade do consumo mundial de DRAM em 2025, contra 32% cinco anos antes. A projeção é que os servidores de IA ultrapassem os 60% do consumo até 2030, em parte devido aos agentes de IA, programas concebidos para funcionar de forma contínua e concluir tarefas com pouca supervisão humana.

Cada chip de HBM tira espaço a outros

Fabricar HBM exige bastante mais capacidade por bit do que a memória convencional. A Samsung, a SK hynix e a Micron, que controlam mais de 95% da produção mundial de DRAM, segundo a IDC, têm por isso redirecionado fábricas para este produto, mais rentável. A Micron terá indicado uma relação de cerca de três para um entre a capacidade necessária para HBM e para DDR5, o que significa que cada aumento da produção de HBM reduz diretamente a oferta de memória para computadores e telemóveis.

A produção de HBM de 2026 está, na prática, esgotada, em grande parte ao abrigo de contratos de longo prazo com os grandes fornecedores de computação em nuvem, dispostos a pagar mais para garantir abastecimento.

Preços em níveis sem precedentes

A TrendForce mediu subidas de 93% a 98% nos preços contratuais da DRAM convencional no primeiro trimestre de 2026, face ao trimestre anterior, o movimento mais rápido de que há registo. A Bloomberg indica que, em alguns casos, os preços são hoje mais de dez vezes superiores aos de janeiro de 2025. Também a memória NAND, usada no armazenamento de fotografias, jogos e ficheiros, está a encarecer depressa.

O que muda para quem compra

A pressão chega aos equipamentos. A CNBC noticiou em março que grandes fabricantes estavam a receber apenas 50% a 66% dos volumes de memória que tinham encomendado. A IDC alerta que a escassez pode prolongar-se até 2027 e traçou cenários de risco para os mercados de smartphones e de computadores.

Os analistas antecipam equipamentos mais caros e, nas gamas média e de entrada, modelos lançados com menos memória RAM do que os antecessores, para manter os preços. O problema estende-se a outros setores: fabricantes como a Honda já apontaram o aumento do custo da DRAM e da NAND como um fator de pressão sobre as margens.

Até quando?

Construir novas fábricas leva anos. Os grandes projetos de HBM da SK hynix apontam para produção em volume apenas entre 2028 e 2029. A maioria dos analistas não espera uma normalização dos preços antes de 2027 e, segundo a imprensa especializada, o presidente executivo da SK hynix avisou em julho que a escassez poderá prolongar-se para lá de 2030.

Para as empresas, o conselho mais repetido é planear as compras com antecedência e contratar fornecimento, em vez de recorrer ao mercado à vista, onde os preços são mais voláteis.

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Google começa a testar computação de Inteligência Artificial no espaço https://uniquetechmz.online/google-comeca-a-testar-computacao-de-inteligencia-artificial-no-espaco/ https://uniquetechmz.online/google-comeca-a-testar-computacao-de-inteligencia-artificial-no-espaco/#respond Fri, 25 Sep 2026 08:46:09 +0000 https://uniquetechmz.online/?p=103 A Google avançou com o primeiro teste real do seu projeto “Suncatcher”, uma iniciativa que pretende avaliar se infraestruturas de computação para Inteligência Artificial podem, um dia, funcionar em órbita da Terra. A empresa confirmou o lançamento de um satélite protótipo para a órbita baixa, a bordo da missão de partilha de lançamento Transporter-18 da SpaceX, em parceria com a empresa de imagens de satélite Planet.

O satélite transporta quatro unidades de processamento tensorial (TPU) da Google — os chips concebidos internamente pela empresa para treinar e executar modelos de Inteligência Artificial. O objetivo desta primeira missão não é criar um centro de dados operacional no espaço, mas sim perceber como este tipo de hardware reage às condições extremas fora da atmosfera terrestre: as forças do lançamento, a radiação, as temperaturas extremas e os desafios de gestão térmica no vácuo.

“Este primeiro lançamento serve para perceber o que funciona, identificar pontos de falha e aplicar essas conclusões às próximas missões”, afirmou a Google, citada em comunicado.

Porque olhar para o espaço?

A ideia central do projeto assenta numa vantagem energética: em órbitas adequadas, os painéis solares podem ser até oito vezes mais produtivos do que na Terra, com exposição solar quase contínua, o que reduziria drasticamente a necessidade de baterias. Segundo a Google, o Sol liberta mais energia do que 100 biliões de vezes o consumo elétrico total da humanidade — um recurso praticamente inesgotável que a empresa quer explorar à medida que os modelos de IA se tornam cada vez mais exigentes em termos de energia.

A visão de longo prazo passa por constelações compactas de satélites movidos a energia solar, equipados com TPUs e ligados entre si através de comunicações óticas de espaço livre — essencialmente, lasers de altíssima largura de banda. Em testes de laboratório, a empresa já demonstrou velocidades de transmissão ótica de até 1,6 terabits por segundo entre um único par de transmissores, e simulou, através de modelos orbitais, a possibilidade de manter formações estáveis com até 81 satélites a cerca de 650 quilómetros de altitude.

Ainda há um longo caminho a percorrer

Apesar do entusiasmo, os responsáveis pelo projeto sublinham que se trata de um investimento de investigação a longo prazo, e não de uma solução imediata para os limites energéticos atuais dos centros de dados de IA. Um único centro de dados terrestre de grande escala pode consumir mais de 100 megawatts — replicar essa capacidade em órbita exigiria uma constelação de satélites de dimensão e custo consideráveis. Entre os principais desafios técnicos que ainda faltam resolver estão a gestão térmica dos chips no vácuo, a manutenção de ligações óticas de altíssima precisão entre satélites em movimento, a fiabilidade dos sistemas em órbita a longo prazo e a tolerância do hardware à radiação, que pode provocar erros nos dados processados.

Depois deste primeiro teste, a Google planeia uma “missão de aprendizagem” em parceria com a Planet, com o lançamento de dois satélites protótipo previsto para início de 2027, um passo intermédio antes de qualquer eventual constelação a maior escala. O projeto Suncatcher foi anunciado pela primeira vez em novembro de 2025, inspirado noutras apostas de longo prazo da empresa, como a condução autónoma e a computação quântica.

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